O agente secreto mais famoso de todos os tempos completa 50 anos
Ari Chastinet
Bond, James Bond está de volta. E desta vez num filme mais sombrio que lembra bastante o Batman de Nolan. A minha primeira impressão, confesso que, não foi das melhores. Afinal, tudo o que foi construído ao longo de 50 anos no mundo da espionagem de 007 é posto de lado em 007 Operação Skyfall. Dirigido pelo vencedor do Oscar, Sam Mendes, o filme chega aos cinemas com um orçamento de US$ 200 milhões.
Após ser baleado e dado como morto numa missão, onde James Bond (Daniel Craig) tentava recuperar um HD que continha informações de todos os agentes infiltrados em organizações terroristas pelo mundo, 007 volta ao Reino Unido para defender a MI6 de um famoso terrorista e ex-agente de sua organização.
Enfrentando muitos problemas ao longo de sua produção, desde o adiamento do lançamento até o estúdio responsável falir, o novo 007 chega às telonas trazendo os antigos fãs da franquia e conquistando inúmeros outros. Eu, por exemplo. Acho que todos esses problemas em sua produção acabaram prejudicando um pouco o resultado final. O roteiro, apesar de ser bastante diferente dos anteriores, continua muito bom.
Porém senti falta das famosas invenções dos filmes de espionagem. 007 não foge a regra. A franquia sempre foi um referencial em filmes do gênero. E em Operação Skyfall quase não vemos. Acaba passando despercebido. E vira um simples filme com muita perseguição, muito tiro. E só. De todos os 007 que eu já vi esse, apesar de ter uma direção bastante de acordo para esse tipo de filme, deixa bastante e desejar quanto ao seu aparato tecnológico.
Em seu elenco europeu vemos Judi Dench interpretando pela sétima a personagem M. A manda chuva do MI6. Além de Judi e Craig, quem também dá as caras são os ingleses Ralph Fiennes e Naomie Harris e o espanhol Javier Bardem interpretando o personagem Silva.
Bom, para terminar 007 Operação Skyfall de tão bem feito se mostra uma grande homenagem aos 50 anos do mais famoso agente secreto de todos os tempos. Eu particularmente prefiro o Cassino Royale. Acho mais bem feito, e acho que num só filme tem tudo o que James Bond levou 50 anos para construir.
O autor é jornalista e crítico de cinema no sul da Bahia.